Sinopse da novela
PRIMEIRA FASE
Clarice é uma moça inteligente, bonita e muito intuitiva, de 22 anos, que cursa o 3º ano de uma faculdade de história no Rio de Janeiro. De família de classe média baixa, Clarice adora peças antigas, principalmente as religiosas. Para se manter na faculdade, faz bicos como atriz em peças infantis e encena textos que ela mesma escreve em aniversários de criança. Clarice mora com os pais, Benedito e Conceição, e com seus seis irmãos no bairro de Maria da Graça, zona norte do Rio de Janeiro. A universitária é namorada de Pedro, 23, estudante de cinema de classe média alta.
Um dia, o projeto de Clarice e Pedro de um documentário sobre o santo sudário ganha um concurso de uma rede de TV. O prêmio é uma verba para que eles gravem o programa na Itália. Entre seus colegas de faculdade, Pedro e Clarice escolhem Felipe e Rodrigo para ajudá-los no trabalho. Estudante de administração, Felipe, de 22 anos, mudou-se há pouco para Maria da Graça. Rodrigo, 21, vizinho e amigo de infância de Clarice, por quem nutre uma discreta paixão, trabalha como técnico na faculdade de cinema.
Pedro será o diretor do documentário. Clarice, sua assistente e produtora. Felipe organizará o roteiro da viagem Brasil-Roma-Turim, onde está o manto sagrado, o cronograma e os gastos da filmagem, além de ajudar Rodrigo, que será o câmera. Assim organizados, os quatro partem para Roma, onde filmarão igrejas e entrevistarão especialistas. Porém, logo que a viagem começa, Clarice percebe que terão problemas. Em vez de trabalhar duro, Pedro só quer passear e beber. Felipe tenta controlar os gastos com mão de ferro e Clarice cada vez mais se convence de que Pedro não passa de um garoto mimado. Como Rodrigo fica do lado de Pedro, há uma divisão no grupo e Clarice e Felipe se aproximam. Secretamente, os dois trocam beijos apaixonados. Na disputa dos três pela mesma garota, Rodrigo limita-se a observar a inabilidade de Pedro e as investidas de Felipe.
Durante a viagem, Clarice fica ainda mais decepcionada ao saber que o sudário em exposição é uma réplica. Só quem tem uma autorização especial do Papa consegue ver o sudário verdadeiro, que está guardado dentro de uma urna de ferro em um local reservado da catedral de São João Batista, em Turim. Porém, antes de voltar ao Brasil, Felipe encontra uma brecha na segurança e os quatro têm uma possibilidade única de ver o Santo Sudário original. Ao ficar frente a frente com o manto sagrado, Clarice tem visões assustadoras e desmaia. Ela precisa da ajuda dos amigos para se recuperar, enquanto todos são flagrados pelos guardas responsáveis pela segurança do manto.
Após o incidente, Clarice passa a ser bombardeada por informações desconexas sobre quem está perto dela. Às vezes, pensa que está ouvindo vozes. Ela procura disfarçar, mas fica bastante assustada e não sabe lidar com essas idéias. Com o tempo, Clarice descobrirá que sua já aguçada intuição ficou ainda mais forte. Em muitas ocasiões, ela consegue perceber se as pessoas estão dizendo a verdade e se têm boas ou más intenções. Felipe também se sente estranho depois de ver o sudário. Nos primeiros dias, delira e tem pesadelos. Já Rodrigo sofreu um lapso de memória e nem se lembra de ter visto o sudário. Só Pedro não percebeu nada de diferente. Rodrigo e Pedro acham que Felipe e Clarice estão exagerando e aproveitam para gastar o resto do dinheiro em bares e mulheres. Abalados e sem verbas para continuar o projeto, os quatro voltam ao Brasil.
Decepcionada, Clarice culpa Pedro e termina o namoro. Ela diz que Felipe foi o único que levou o trabalho a sério e que tentou entender o que aconteceu com ela. Pedro começa a acreditar que Felipe foi o responsável pelo fim do namoro e passa a odiar o colega. Clarice também evita Rodrigo e aproxima-se de Felipe. Ela tenta explicar sua estranha intuição ao rapaz. Já Felipe fala que sonha com corpos em decomposição e com a polícia. Clarice se assusta, mas o clima entre os dois é de paixão. Porém, Luciana, uma vizinha obstinada e apaixonada por Felipe, que teve um caso com ele antes da viagem, arma um plano para separá-los. Quando Felipe e Clarice resolvem assumir que estão apaixonados, Luciana surge para dizer que está grávida. Traumatizado por ter sido abandonado pelo pai ainda criança, Felipe sente que jamais terá coragem de deixar seu filho. Assim, ele se casa com Luciana e a leva para morar na casa de sua mãe, Mercedes. Clarice e Felipe continuam se encontrando, mas Luciana jura que se eles não se afastarem, ela irá embora e Felipe nunca verá o filho. Assim, Clarice e Felipe são obrigados a deixar de se ver.
Felipe se torna um sujeito um pouco estranho, visionário, meio maluco, aficcionado por religiões e esoterismo. No bairro, as pessoas comentam que ele se tornou milagroso depois de ver o sudário. Surgem até boatos de que curou pessoas doentes. Clarice, que quer entender sua própria transformação e ao mesmo tempo gostaria muito de esquecer Felipe, procura se convencer de que ele está se aproveitando do fato para enganar os vizinhos. Ela tenta continuar sua vida, mas também passa a ser vista como milagrosa. Histórias sobre sua potente intuição começaram a correr o bairro. Isso porque, com seus conselhos, Clarice consegue afastar irmãos e vizinhos de problemas e perigos. Os fofoqueiros juram que ela também é capaz de perceber as intenções das pessoas, mesmo sem conhecê-las direito. Até desconhecidos começam a vir consultá-la. Mas Clarice não consegue distinguir entre intuição e simples palpite e teme dar conselhos errados. Por isso, muitas vezes se recusa a dizer o que pensa e acaba brigando com a família e com os vizinhos.
Um dia, uma vizinha de Clarice, Raquel, de 14 anos, morre assassinada. Raquel tinha um namorado de sua idade, mas, no dia em que foi morta, havia confessado a Clarice que ia se encontrar com um homem mais velho, por quem estava apaixonada. Clarice teve um pressentimento ruim, mas, temendo estragar a felicidade da menina, preferiu não dizer nada. No dia seguinte, o corpo de Raquel foi encontrado em um terreno e a autópsia revelou que ela estava grávida. O crime fica sem solução e Clarice se martiriza por não ter feito nada.
Os vizinhos também a pressionam e Clarice começa a ter raiva de sua intuição que, a partir desse momento, passa a chamar de “a maldição”. Ao contrário de Felipe, que procura se aprofundar em sua experiência mística, Clarice tenta ignorá-la. Antes do assassinato de Raquel, ela chegou a procurar especialistas no assunto, mas sempre saiu das consultas certa de que estava diante de enganadores. Assim, desistiu de ir atrás de uma explicação. Ela dá seus conselhos, mas sempre dizendo que não tem certeza de nada.
Depois de voltar da Itália, Rodrigo começa a beber, geralmente na companhia de Pedro, que sempre arruma desculpas para ir a Maria da Graça. Os dois viram arruaceiros e estão constantemente criando confusões em torno de bebida e mulheres. Depois de um tempo, Rodrigo larga o emprego, arruma uma namorada adolescente e muda-se do bairro.
SEGUNDA FASE
Passam-se dez anos. Nesse tempo, Clarice se tornou autora de livros e peças de teatro infanto-juvenis de imenso sucesso que têm como base fatos históricos. Por causa deles, tornou-se conhecida no país inteiro. Clarice se casou com André, que virou chefão de uma grande rede de televisão, e tem uma filha, Helena, de 8 anos. A escritora nunca foi realmente apaixonada por André, de quem está se separando. Depois de perceber que seu amor por Felipe era impossível, casou-se com André acreditando que com o tempo eles poderiam se amar. O casamento, que também foi um meio de fugir das pressões da família e dos vizinhos, vinha dando certo porque os dois se entendiam muito bem e André a protegia. Só que ele vivia assediado por garotas atrás da fama. Clarice sabia que o marido não era fiel, mas não tinha coragem de se separar. André gostava muito de Clarice mas, ao mesmo tempo, paquerava todo mundo, sempre discretamente, para não romper o delicado equilíbrio de seu casamento. Um dia, porém, André se apaixonou por Grazielle, uma aspirante a atriz que, para forçar uma decisão, engravidou e contou sua história de amor à imprensa. Quando a segunda fase da história começa, Clarice fica sabendo pela mídia da infidelidade do marido, vê-se obrigada a se separar e a enfrentar uma nova vida sozinha.
Clarice confia cegamente em seu assessor, Paulo. Com ele e com poucos amigos, a escritora consegue ser ela mesma, cativante e inteligente. Os outros a acham meio distante e até antipática. O tempo todo, Clarice se esforça para não julgar as pessoas de acordo com sua intuição, mas, na grande maioria dos casos, ela descobre que está certa. Um exemplo de como sua intuição funciona: quando Grazielle foi cumprimentar Clarice na estréia de uma das peças que escreveu, a autora chegou a se sentir mal diante da aspirante a atriz. Algum tempo depois, descobriu que era Grazielle quem estava lhe roubando o marido. Esses episódios acontecem o tempo todo na vida de Clarice, mas ela nunca tem certeza sobre sua intuição. De qualquer maneira, as pessoas a sua volta se acostumaram a lhe pedir conselhos para tudo e, por vezes, Clarice acaba cedendo.
Nesses dez anos, a escritora se afastou de sua família. Primeiro, por ter se recusado a usar sua intuição em vários casos. Depois, porque a família foi contra seu casamento com André, considerado muito paquerador. Ela ficou chateada e nunca mais voltou ao bairro. Em datas especiais, Clarice conversa ao telefone com os irmãos e com a mãe, mas o pai se recusa a falar com ela, o que a deixa muito deprimida e ainda mais solitária. O único irmão com quem ela manteve um contato mais íntimo foi Carlos, mas ele sempre foi muito misterioso e desapareceu alguns anos antes. Carlos, que foi entregue à polícia pelo próprio pai, denunciou traficantes de drogas que conhecia e foi incluído num programa de proteção às testemunhas. Para garantir a segurança de sua família, sumiu sem dizer nada a eles.
Preocupado com a solidão da amiga depois da separação, Paulo pede ajuda a mãe de Clarice. Dona Conceição liga para a filha e diz que chegou a hora de os dois lados pedirem perdão. A escritora é muito bem acolhida pelos parentes e começa se empolgar com a idéia de ver Felipe novamente. Clarice fica feliz por ter redescoberto sua família. Como vários de seus irmãos ainda moram com os pais, a casa está sempre em festa. Camilo, 23, garoto metido a compositor de sambas, vive nos bares e nos churrascos com os amigos e tem uma fila de namoradas. Talentoso, sonha em emplacar um samba-enredo na escola do bairro, mas nunca consegue cumprir os prazos. Ao contrário do irmão, Cristóvão, 19, gosta de rock pesado, veste-se como punk, sempre de preto e de coturnos, e namora Débora, uma moça 15 anos mais velha, que causa horror na família com seus piercings por todo o corpo e seu cabelo vermelho-sangue. A gêmea de Camilo, Carolina é a maior fofoqueira da região, sabe tudo o que acontece e adora falar sobre a vida dos outros. Carol é muito católica e ajuda a mãe, Conceição, que gasta fortunas em telefonemas para desconhecidos em que tenta fazer com que eles acreditem em Deus. A caçula Cecília, 13, sonha em ser atriz e torna-se muito amiga da filha de Clarice, Helena. Já a emergente Catarina, 28, casou-se e mora na Barra da Tijuca com o marido e três filhos. Como não trabalha, está sempre no bairro visitando a família. Ao saber que seu pai está muito doente, Clarice contrata os melhores médicos para cuidar de Benedito.
Na casa de sua família, Clarice descobre que Felipe e Rodrigo ainda moram no bairro e fica sabendo mais sobre eles. Felipe fundou uma organização de auto-ajuda, a Renovar, e faz um enorme sucesso. Felipe é chamado de “O Santo” e ganhou bastante dinheiro. Extremamente carismático, mistura misticismo e técnicas de auto-ajuda para instigar as pessoas a mudar suas vidas. Ele não é safado, apenas esperto e seus ensinamentos funcionam para aqueles que precisam de incentivo para sair da paralisia do cotidiano. Felipe tem uma legião de fãs, principalmente do sexo feminino, já que é um homem muito bonito e cativante. Ele se casou com Luciana, mas não gosta dela. No fundo, nunca se esqueceu completamente de Clarice e sempre pergunta sobre ela. Os dois têm um filho de 11 anos, Norton. Luciana, completamente apaixonada pelo marido, prefere tolerar as amantes de Felipe a criar caso e se separar. No futuro, Felipe vai descobrir que Norton não é seu filho e que Luciana só usou a gravidez para separá-lo de seu verdadeiro amor. Então, vai lutar na justiça contra Luciana para continuar criando o filho que não é seu, mas que aprendeu a amar. Clarice se recorda como ela e Felipe sofreram ao serem obrigados a se separar e sente muita vontade de vê-lo.
Rodrigo virou professor de história das religiões e tem um passado misterioso. Ele reapareceu no bairro, com uma filha pequena, anos depois de ter ido embora. De encrenqueiro, havia virado um homem de bem, respeitado pelos vizinhos, e conseguiu emprego na escola local. Só Luciana conhece sua verdadeira história, que será revelada muito depois: Rodrigo engravidou a namorada de 14 anos e se mudou do bairro. Numa noite, ele saiu de casa para beber e deixou a mulher sozinha. Ela começou a ter contrações e não conseguiu falar com ninguém. A moça teve o bebê sozinha e morreu. Quando Rodrigo chegou, encontrou a filha banhada no sangue da mãe. Depois da tragédia, ele passou a beber ainda mais e, um dia, entrou em coma alcoólico. Durante o coma, teve uma visão relacionada ao sudário e decidiu que sua vida tinha que mudar. Entrou para a faculdade, especializou-se em história das religiões e passou a procurar sua missão na vida. Quando voltou a morar com a mãe no bairro de Maria da Graça, percebeu a forte influência de Felipe e resolveu lutar contra o colega. Inteligente e reservado, ele se sente culpado pela morte da mulher e tem medo que as pessoas descubram seu passado. Em situações de grande estresse ou emoção, como quando viu o sudário ou quando encontrou sua mulher morta, Rodrigo tem lapsos de memória. Para evitá-los, procura abafar ao máximo seus sentimentos. Com ajuda de sua mãe, dona Gregória, Rodrigo cria a filha de 11 anos. Gisela é uma garota respondona e namoradeira que causa muitos problemas ao pai.
Ao saber que Clarice voltou a freqüentar o bairro, Felipe a convida para jantar. A família da escritora fica dividida. Conceição e Carolina não aprovam o Santo porque são ultra católicas. Cecília e Camilo adoram Felipe e freqüentam a seita. O pai é indiferente. A emergente Catarina acha o Santo coisa de pobre, e Cristovão, rebelde, acredita que Felipe é um aproveitador. Clarice faz brincadeiras com a polêmica sobre o jantar. No fundo, está ansiosa para ver Felipe e saber se ele também continua pensando nela.
Clarice fica espantada com o clima do jantar num restaurante romântico da zona Sul carioca, mas se encanta com o carisma que o ex-colega desenvolveu ao longo dos anos. Os dois passam uma noite intensa em que discutem religiosidade, intuição e milagres. Há um intenso clima de paquera no ar, mas Felipe é casado com a voluntariosa e briguenta Luciana, que sempre odiou Clarice, e a escritora não quer saber de problemas. No dia seguinte ao jantar, seus familiares procuram saber a opinião de Clarice sobre o Santo. Ele é ou não um canalha? Nesse momento, Clarice percebe que não sabe: com Felipe, sua intuição não funciona! Isso a deixa intrigada e a atrai ainda mais para ele. Além de ver reavivada a chama da paixão que sentia por ele, Clarice quer desvendar o segredo daquele homem e procura nele talvez até uma esperança de entender e usar melhor sua própria intuição.
Enquanto isso, Clarice reencontra Rodrigo e percebe que o amigo de infância parece atormentado. Ele conta para a escritora sobre os problemas com a filha. Os dois se aproximam e retomam a amizade. Ao conversarem, ela estranha a raiva que Rodrigo tem de Felipe. Clarice tenta convencê-lo de que o amigo não é ruim e que cada um tem o direito de acreditar no que quiser. Enciumado e ainda mais irritado com a defesa de Clarice, Rodrigo apenas insiste nos ataques, mas nunca explica a causa de seu ódio. Além das divergências religiosas, Rodrigo acredita ser o pai de Norton, já que teve um caso com Luciana pouco antes da viagem à Itália. Porém, Luciana, que descobriu a verdade sobre o passado de Rodrigo, ameaça contar tudo se o professor insistir em fazer o teste de DNA.
Felipe e Clarice têm alguns encontros secretos e a paixão entre eles aumenta. Felipe declara que vai se separar de Luciana e pede a escritora em casamento. Clarice sente que encontrou o verdadeiro amor de sua vida e aceita. Ela não dá ouvidos aos protestos de Paulo, que teme a repercussão negativa do romance na vida e na carreira da escritora.
Felipe revela a Luciana que está apaixonado por Clarice e sai de casa. No mesmo momento, Luciana corre para contar a história, recheada de detalhes sórdidos e mentirosos, em um programa de fofocas na TV. O namoro se torna público. A imprensa massacra a escritora, dizendo que ela se rendeu ao charme de um charlatão de subúrbio e acabou com um casamento sólido, que já durava mais de uma década, sem pensar na infelicidade do pobre filho adolescente do casal, que segundo a mãe, estaria traumatizado. Felipe e Clarice ficam revoltados com as reportagens, mas nada faz com que eles desistam da idéia.
Com a repercussão do caso, Felipe descobre a má impressão que as pessoas de fora de seu círculo têm dele. Ele, que sempre acreditou no poder de seus ensinamentos e que sempre foi adorado em sua comunidade, percebe que vai ter que se esforçar para ser respeitado também no meio em que Clarice freqüenta. Ele começa a estudar com mais afinco e a planejar uma estratégia que o torne famoso nacionalmente.
Apesar das críticas, Felipe e Clarice celebram sua união com uma grande festa. Para fugir dos fofoqueiros e ter momentos de paz, compram um sítio, onde sonham em criar seus filhos longe da imprensa e dos invejosos. Porém, por causa do preconceito contra seu marido, a escritora começa a ver seus livros encalharem e seus contratos de trabalho minguarem. Enquanto isso, Felipe se beneficia da publicidade que o casamento trouxe, torna-se nacionalmente famoso e ganha muito dinheiro com palestras e livros. Clarice percebe, com medo, que sua paixão a deixa nas mãos daquele homem que ela não consegue decifrar por completo. Em alguns momentos, chega a desconfiar que ele se aproveitou de sua fama. Além disso, teme a dependência emocional que cria com Felipe, um homem envolvente e sedutor. Ela se entrega, mas sempre terá uma ponta de dúvida, já que não consegue “ver” o marido intimamente.
Todo esse tempo, Clarice continua amiga de Rodrigo. Ela vê nele um antídoto contra sua paixão por Felipe. Como odeia o ex-colega, Rodrigo consegue dar a Clarice doses de bom senso no que se refere a Felipe. Ao mesmo tempo, a filha de Rodrigo adora Clarice e a escritora ajuda a aliviar as imensas pressões do relacionamento difícil entre pai e filha. Gisela também é amiga de Cecília, irmã de Clarice, que está sempre em sua casa.
Apesar de Rodrigo ter abandonado o emprego na faculdade de Cinema, ele continuou amigo de Pedro. O diretor, que tem uma queda por garotas mais novas, freqüenta a casa de Rodrigo, onde conhece Cecília. A irmã de Clarice se apaixona por ele. Secretamente, Pedro e Cecília começam um romance, mas diretor tem verdadeiro pavor de que seu envolvimento com a garota comprometa sua já insipiente carreira cinematográfica.
Quando Clarice estava conseguindo achar um equilíbrio na vida, Cecília, que acabara de fazer 14 anos, é encontrada morta em circunstâncias semelhantes ao assassinato de Raquel, dez anos antes. Da mesma maneira, a garota estava grávida. Clarice sofre ainda mais porque sempre adorou Cecília e porque a adolescente havia se aproximado muito dela e de Helena, que a via quase como uma irmã. Pior ainda, Clarice teve uma intuição na noite do crime e chegou a pedir para a garota não sair de casa. Mas Cecília não lhe deu ouvidos.
A polícia corre atrás do criminoso, mas, como da primeira vez, não consegue encontrar o assassino. Eles fazem um exame de DNA do feto e dos fios de cabelo encontrados no terreno baldio, mas não descobrem nada entre os eventuais suspeitos. A imprensa estampa a notícia nas primeiras páginas por semanas. Clarice desaba. Os parentes e amigos, mesmo sem dizer claramente, recriminam Clarice porque, mais uma vez, sua intuição não serviu para impedir o crime.
Pedro vai ao enterro de Cecília, mostra-se compreensivo e traz conforto a Clarice. Os dois voltam a ser amigos. O diretor, que é muito próximo de Rodrigo, também despreza Felipe. Pedro acredita que, se não fosse a interferência de Felipe durante a viagem a Itália, teria se casado com Clarice e, com ajuda do prestígio que ela conseguiu em sua carreira de escritora, poderia ter se transformado em um diretor importante. Durante uma conversa, Clarice percebe que sua intuição também não consegue lhe dizer nada sobre Pedro. A polícia, por desconhecer a relação entre Pedro e Cecília, nem chega a investigar o diretor.
Em meio às investigações, Rodrigo diz à polícia que Cecília, que era sua aluna e amiga de sua filha, passava muito tempo na Renovar. Ele conta ainda que, depois do casamento de Felipe e Clarice, a menina praticamente passou a morar na casa da irmã e que vira o Santo conversando com Cecília várias vezes tarde da noite em frente à sede da seita.
Em seu depoimento, Felipe conta que realmente era próximo de Cecília, mas jura que não é o assassino. Porém, sua situação se complica porque ele não tem um álibi. Na noite do crime, uma de suas ex-amantes, a modelo Virginia, procura-o para dizer que teve um filho e que quer que ele faça o teste de DNA. Ela pede sigilo. Como é uma mulher conhecida e esposa de um político, o Santo prefere não contar a história a ninguém até tirar tudo a limpo. Ele não acredita que a polícia vá incriminá-lo. Mas, no fim do conturbado depoimento, todos se questionam se o Santo é ou não o criminoso.
Assim, Felipe se torna o principal suspeito, mesmo não sendo o pai do filho que Cecília esperava. Clarice fica perdida. Ela acredita no amado, mas sua imagem pública se torna cada vez pior. Ninguém entende como ela pode continuar casada com o homem suspeito de matar sua irmã. Mesmo com todos os esforços de Paulo, a escritora vai perdendo o prestígio entre os leitores. Ela e Felipe começam a brigar. O Santo acha inadmissível que Clarice desconfie dele, mas recusa-se a revelar onde estava na noite do crime. André, ex-marido de Clarice, entra na justiça para conseguir a guarda da filha dos dois, Helena. A escritora sente o baque e começa a achar que pode ter se enganado em relação a Felipe.
Muito pressionada e confusa, Clarice abandona Felipe. Imediatamente, sua carreira volta a deslanchar. Para a imprensa e para seus fãs, a escritora foi enganada por um homem sedutor e mau, mas percebeu o erro. Clarice sente, no íntimo, que Felipe não é culpado. No entanto, convence-se de que está confundindo intuição com o intenso desejo de que o homem que ama seja inocente. Para amenizar as fofocas e ter um pouco de paz, depois de um tempo, Clarice começa um romance de fachada com um ator bonito e famoso, Roberto, e é incensada pela a mídia, que diz que agora ela soube escolher um namorado a sua altura.
Enquanto isso, Felipe tenta provar sua inocência. As opiniões no bairro se dividem. Um grupo acredita nele; outro, liderado por Rodrigo e Pedro, quer vê-lo atrás das grades. Arrasado, Felipe volta a morar com Luciana. Ele percebe que a ex-mulher, apesar de tudo, manteve-se ao seu lado todas as horas. Luciana continuou freqüentando a Renovar e sempre jurou seu amor eterno a Felipe.
No entanto, em pouco tempo surgem novas provas que levam a crer que Felipe pode até mesmo ser autor da morte de Raquel. Janete, uma amiga de Raquel que na época do seu assassinato havia ido morar nos Estados Unidos, volta ao país. Ao saber das circunstâncias da morte de Cecília, ela procura a polícia para dizer que Raquel lhe escrevia e que contou, pouco antes de ser assassinada, que tinha dois namorados: um garoto de 15 anos e um moço casado, Felipe, de quem estava grávida.
Convencidos de que Felipe é um mentiroso, os policiais invadem a sede de sua seita atrás de provas de que o Santo também estava tendo um caso com Cecília. No meio da busca, Felipe se exalta, ofende o delegado e acaba preso. Quando Clarice, desnorteada e penalizada por saber que seu amor está atrás das grades, resolve visitá-lo na cadeia, o encontro é explosivo: Felipe confirma que Cecília lhe confessou que estava apaixonada por um homem mais velho. Clarice passa a acreditar que o homem era ele. O Santo nega qualquer relação com Cecília, mas conta que realmente teve um caso com Raquel e que eles saíam juntos quando ela foi morta. De nada adianta Felipe lembrar à escritora que tinha apenas 22 anos na época, afinal, ele já estava casado com Luciana. Como percebe que Clarice está começando a achar que ele é o assassino, Felipe decide revelar por que não tem um álibi. Ele conta a Clarice que na noite da morte de Cecília recebeu a visita de Virgínia. Mas diz que não imaginava que acabaria preso e não queria comprometer a modelo e o garoto, já que o marido dela não sabia de nada. Além do mais, seria a palavra dele contra a dela, já que ninguém havia presenciado o encontro. Felipe jura que terminou o caso antes de se casar com Clarice. No entanto, a escritora sai da cadeia horrorizada diante de tantas revelações. Ela descobre que não sabe quem Felipe é de verdade e suas desconfianças contra ele aumentam.
A visita de Clarice a Felipe na prisão, denunciada à imprensa por Luciana, causa protesto por toda parte. A escritora é obrigada a terminar o namoro com Roberto e uma empresa importante nega o patrocínio a uma de suas peças. Paulo lhe dá um ultimato: ou a escritora esquece Felipe ou ele não vai mais ficar ao seu lado. Frágil e solitária, Clarice decide que Felipe não merece o seu amor. Afinal, o Santo teve um caso com Raquel, Cecília estava apaixonada por ele e ele fora amante de uma mulher casada.
Desnorteada, Clarice ouve os conselhos de Pedro e Rodrigo e passa a achar que sua intuição não funcionou nem mesmo na hora de livrá-la do perigo de se casar com um possível assassino. Ela se convence ainda mais de que seu sexto sentido não serve para nada e passa a fazer o oposto do que ele lhe diz. Como se sente traída por Felipe, resolve se vingar. Influenciada por Pedro e Rodrigo, em seu depoimento à polícia, Clarice conta que o marido confessou o envolvimento com Raquel. Ela mente que tem uma forte intuição de que Felipe é o assassino. A história vira manchete e toma proporções assombrosas. Todos pintam Felipe como um monstro e tentam encontrar provas dos crimes.
Clarice faz de tudo para se convencer de que Felipe é mesmo um monstro. Enlouquecida, participa da cruzada montada pela polícia e pela imprensa para provar que ele é o culpado. Intimamente, Clarice busca também se redimir por não ter evitado os assassinatos, afinal, com Felipe sua intuição nunca funcionou. Auxiliada por Rodrigo e Pedro, ela procura pistas, vai atrás de depoimentos, consegue as cartas de Raquel e encontra um diário de Cecília. Raquel cita Felipe, Cecília não. Nenhuma das descobertas é conclusiva.
Durante as investigações, os policiais exumam o corpo de Raquel e fazem um exame de DNA no feto. Ela estava mesmo grávida de Felipe quando morreu. Apesar de a descoberta não provar nada, a opinião pública se volta ainda mais contra Felipe. Todos querem encontrar um culpado e a reação das pessoas se torna histérica pelo país. Já a polícia acha bom que tenham escolhido um culpado para um caso tão rumoroso, porque assim não ficará com fama de incompetente.
Acontecem os julgamentos e o Santo, bombardeado por falsos testemunhos, é condenado a muitos anos de cadeia. No dia do veredito, Clarice acredita que conseguiu usar seus instintos para fazer o bem. No entanto, quando está deixando o tribunal, seus olhos se cruzam com os de Felipe. Nesse momento, ela tem certeza de que cometeu uma injustiça.
Logo após o julgamento, Carlos, o mais velho dos irmãos de Clarice, reaparece. Carlos conta porque sumiu, porque pôde voltar agora e explica que quer ajudá-la a desvendar os crimes. Clarice confessa a Carlos que acha que Felipe não é o assassino, mas diz que não quer mais se envolver com a história porque já se enganou muitas vezes.
Sempre com a idéia de deixar o passado para trás, a escritora tenta retomar sua vida e começa a namorar Pedro, que não saiu de seu lado durante as horas difíceis. O namoro traz dividendos para o diretor. Auxiliado por ela, Pedro, apesar de ter pouco talento, consegue finalmente dirigir um filme de sucesso, baseado em uma das histórias de Clarice. Com a vida relativamente tranqüila, Clarice procura esquecer Felipe. Mas, no fundo, sabe que ainda o ama. Às vezes, Clarice se angustia e foge sozinha para o sítio, que se tornou seu refúgio sagrado. Ali, fantasia como teria sido sua vida com Felipe.
Para ser respeitado na cadeia, Felipe usa de todo o seu poder como o Santo. Ele tem um comportamento-modelo, ajuda os outros presos, faz palestras e é venerado por todos. Carlos vai visitá-lo na prisão e afirma que Clarice sabe que ele não é o culpado, mas que tem medo de volta a se envolver na história. Mas Carlos continua atrás de provas para inocentar o Santo. Seguindo as informações de Felipe, o irmão de Clarice procura Virgínia. A modelo jura que adoraria contar tudo à polícia, mas que seu marido está muito doente e ela precisa esperar que ele morra, sob pena de perder toda a herança.
Quando o marido de Virgínia morre, ela conta à polícia que estava com Felipe na noite do assassinato de Cecília. Ao contrário do que Felipe imagina, ela tem provas do encontro. A revelação chega aos jornais e joga-se uma dúvida sobre a condenação do Santo: se ele estava com Virgínia, quem matou Cecília? E se ele não é o assassino de Cecília, será o de Raquel? Diante dessa falha no processo, o advogado de Felipe consegue um recurso para que ele saia da cadeia. Livre, o Santo se recusa a voltar para os braços de Luciana e vai morar com a mãe, Mercedes. Como acha que, pelo menos nesse momento, não tem moral para voltar a comandar a Renovar, tenta reestruturar a vida e provar que não é um assassino.
Clarice se desestabiliza ao descobrir que Felipe está livre. Ela quer vê-lo, mas acredita que não terá forças para enfrentar a opinião pública novamente. Além disso, não sabe se ele irá perdoar o fato de ela ter colaborado para sua condenação. Muito perturbada, Clarice vai sozinha para o sítio. Porém, Carlos conta a Felipe que Clarice viajou para o sítio. Felipe está magoado, mas ainda a ama e vai procurá-la. Ao vê-lo, a escritora se apavora. Os dois discutem. Felipe diz que se ela tem certeza de que ele é um assassino, pode chamar a polícia. Ele implora para que ela ouça sua intuição pelo menos mais uma vez. Clarice e Felipe conversam, esclarecem as questões do passado e se entendem. No dia seguinte, ficam sabendo que Gisela, a filha de Rodrigo, foi atacada por um desconhecido e está em coma.
Mais uma vez, Felipe não tem um álibi. Afinal, Clarice, que participou de uma campanha por sua condenação, não pode revelar que os dois passaram a noite juntos. O Santo se vê de novo no centro de uma roda-viva de acusações. Mas, nessa hora, Clarice tem a certeza de que Felipe nunca foi o autor das mortes e decide se empenhar secretamente para esclarecer os crimes. Com ajuda de Carlos, ela passa a buscar o assassino.
Clarice vai consolar Rodrigo e conta que Felipe não é o culpado pelos assassinatos. Rodrigo quer saber como ela tem tanta certeza e Clarice revela que estava com o Santo na noite em que Gisela foi atacada. Rodrigo se desestabiliza. Nesse momento, ao olhar fundo nos olhos do professor, Clarice toma um choque: ela descobre que não tem a menor idéia sobre a índole de Rodrigo! Ele também se assusta. Ao perceber a insegurança da escritora, toma consciência de que não possui completo domínio sobre seus atos. Afinal, por causa de seus lapsos de memória, ele pode, sem saber, ser até mesmo o responsável pelos crimes. A tensão fica insuportável. Clarice teme que Rodrigo a ataque. Porém, Carlos aparece de repente e a resgata. Clarice estranha a presença do irmão na escola, mas ele, na verdade, desconfia de Rodrigo e estava seguindo a escritora para protegê-la.
A partir daí, Clarice e Felipe também passam a desconfiar que Rodrigo pode ser o verdadeiro criminoso. O irmão de Clarice revela que era o namorado adolescente de Raquel quando ela foi morta e que, seguindo a garota no dia do assassinato, viu que ela estava com Rodrigo. O fato não prova nada, mas aumenta as desconfianças. Carlos conta suas suspeitas ao delegado Ronaldo, seu amigo. Ele explica que não tem provas, mas pede um teste de DNA para saber se Rodrigo era o responsável pela gravidez de Cecília. Secretamente, o delegado faz o teste, mas o resultado dá negativo. Os três se decepcionam. Cautelosa, Clarice avisa que não quer nem pensar em incriminar Rodrigo sem provas para não fazer com ele o que fez com Felipe. De qualquer modo, ela não pode acreditar que o amigo de infância seria capaz de tentar matar a própria filha.
Carlos descobre várias pessoas que viram Felipe perto do sítio de Clarice na noite do ataque a Gisela, assim, consegue livrar o Santo de voltar para a cadeia. Felipe mente que Clarice não o recebeu para que os dois possam continuar a se encontrar secretamente. Luciana, enlouquecida, planeja se vingar de Clarice, nem que isso signifique mandar Felipe de volta para a cadeia. Ela prefere ver o Santo preso a entregá-lo à rival. Para atrapalhar o romance da escritora com Felipe, Rodrigo conta a Pedro que os dois estão juntos. Com ajuda de Luciana, o professor e o diretor encontram testemunhas que mentem quanto a hora em que viram Felipe no sítio e, assim, conseguem provas de que Felipe pode ter tentado matar Gisela antes de ir atrás de Clarice. Dessa forma, o Santo volta a ser o alvo das investigações.
Quando tudo parece perdido, Catarina diz a Clarice que foi a uma vidente e a moça lhe pediu para dizer à irmã o nome de uma santa. Clarice anota o nome, Santa Bárbara, e esquece o assunto, certa não passa de mais uma maluquice de Catarina. Pouco depois, Clarice vai visitar a mãe. Por acaso, precisa desviar de seu caminho e passa em frente a uma escola chamada Santa Bárbara. Clarice se deixa levar por seus poderosos instintos. Ela entra em uma classe e fica cara-a-cara com uma adolescente, Fernanda. Clarice se espanta porque a menina é muito parecida com ela. Movida pela intuição, a escritora diz para a garota que ela deve tomar cuidado. Ninguém entende o que está acontecendo. Certa de que a escritora enlouqueceu, a professora retira Clarice da sala.
Muito confusa, Clarice conta a história a Felipe e a Carlos. Carlos segue Fernanda, mas não descobre nada importante. Sem provas, achando que tudo não passa de mais um engano provocado por sua intuição, Clarice e Felipe desistem de procurar o assassino e se preparam para sair do país. A escritora teme até por sua filha, Helena, que chegou à adolescência. Além disso, Pedro ameaça Clarice, que continua com ele para manter as aparências, afirmando que contará à imprensa que ela voltou a se relacionar com Felipe. Apesar de Carlos achar que eles devem continuar tentando encontrar o assassino, Clarice decide partir com a filha e esperar na Itália que Felipe resolva seus problemas na Justiça para ir encontrá-las.
Dois meses depois, quando vai se despedir da mãe, Clarice descobre que uma menina chamada Fernanda, muito parecida com ela, mudou-se para Maria da Graça há pouco tempo, passou a freqüentar as aulas de história das religiões de Rodrigo, já fez um vídeo com Pedro e virou alvo das fofocas das vizinhas, que desconfiam que a menina esteja grávida. Clarice percebe que a garota pode servir de isca para chegarem ao assassino.
Clarice pede a ajuda de Helena, que é espertíssima, para se aproximar de Fernanda. As adolescentes ficam amigas e Fernanda revela a Helena que está tendo um caso com Pedro. Nesse momento, um outro pedaço da verdade vem à tona e cria uma reviravolta no caso: Clarice descobre que Pedro pode estar envolvido nos crimes. Um exame de DNA, feito secretamente pelo delegado Ronaldo, revela que Pedro havia engravidado Cecília. A partir daí, Clarice, Carlos e Felipe passam a investigar as suspeitas contra o diretor.
Rodrigo ou Pedro, o autor dos crimes contra as adolescentes será revelado apenas no último capítulo. Afinal, Clarice e Felipe só poderão ser felizes para sempre quando conseguirem finalmente colocar atrás das grades o verdadeiro assassino.
Tramas paralelas
1) Catarina, Otávio, Amanda
Catarina, 28 anos, irmã de Clarice, conseguiu aquilo com que sempre sonhara: casar-se e sair de Maria da Graça. Ela mora com o marido, Otávio, e os dois filhos: Álvaro, 4, e Alexandre, 7, num apartamento na Barra da Tijuca. Otávio tem 35 anos e é dono de um laboratório de análises que só cresce na cidade. Como os dois são muito estourados, o casamento é cheio de altos e baixos e de brigas homéricas. Mas Catarina, que não trabalha, tem pavor que seu marido a troque por outra mulher. Quando descobre que Otávio está tendo um caso com Amanda, moradora de Maria da Graça e amiga de sua irmã Carolina, faz o que pode para separar os dois, inclusive freqüentar cartomantes, macumbeiras e videntes. Mas é quando Otávio sai de casa para morar com Amanda que Catarina enlouquece de vez. Ela gasta o valor correspondente a um apartamento na esperança de que um casal de ciganos mal-intencionados traga seu marido de volta. Mas a polícia descobre o golpe e coloca os ciganos na cadeia. Depois que perder todas as esperanças de recuperar Otávio, Catarina vai entrar na justiça para tirar cada centavo do que o marido tem.
2) Carlos (Caetano), Ricardo, Marina
Carlos, 25, foi muito próximo de Clarice. Na adolescência, Carlos se envolve com o mundo do tráfico de drogas e passa a se relacionar com os grandes chefões, os que moram no asfalto. Um dia, seu pai descobre seu envolvimento e o entrega à polícia. Ele denuncia todos os traficantes do bairro, mas sabe que não durará um dia sem proteção. Para não morrer, entra para um programa de proteção às testemunhas e passa anos sumido. Na verdade, Carlos nunca saiu do Rio. Com o apoio do programa, ele fez uma plástica, mudou de rosto e de nome, estudou e se tornou advogado. Ele é casado com Mara, que nada sabe sobre o seu passado e vai abandoná-lo assim que descobrir que foi enganada pelo marido por tanto tempo. Carlos, que agora se chama Caetano, viverá uma paixão avassaladora com a estilista Marina, mulher de Ricardo, irmão de Pedro. Marina vai abandonar o marido e a filha recém-nascida para morar com Caetano, deixando todo mundo estupefato.
2) Pedro, Francesca, Cecília
Pedro, 35, não teve uma vida fácil. Ele perdeu uma filha num acidente e se culpa porque dirigia o carro. Além disso, terminou o quarto casamento e, vendo frustradas suas expectativas de ser diretor de cinema, tornou-se diretor de vídeos para empresas para poder sustentar os três filhos. Interesseiro, Pedro tem um caso antigo com a influente Francesca, uma senhora mais velha, amiga de sua mãe, que lhe arruma bons contratos de trabalho. Porém, como freqüenta a casa de Rodrigo e gosta de garotas mais novas, Pedro começa a se relacionar com Cecília, irmã de sua ex-namorada, Clarice. Mas Pedro tem um verdadeiro pavor de ver seu nome envolvido em algum escândalo porque acha que aí sua carreira de diretor de cinema estaria encerrada de vez. Ele se apavora quando Cecília fica grávida e conta a história para Gisela, filha de Rodrigo, que passa a chantageá-lo. Quando ficar sem emprego, vai pedir pensão a uma de suas ex-mulheres, a executiva Valéria.
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